No Brasil, pouco após o Concílio Vaticano II, a prática missionária junto aos grupos indíginas passou a ser direcionada pelo Conselho Indígenista Missionário – CIMI, órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, riado em 1972. o CIMI formalizou dentro da Igreja Católica uma pastoral específica para a evangelização dos povos indígenas, assumida em um sentido mais amplo do que até então vinha sendo praticada, através da “inculturação da fé”. Entedida como um encontro entre a fé cristã e a cultura, a pratica da inculturação direciona hoje o trabalho missionário do CIMI. A conversão não é mais o objetivo fundamental do missionário, que se direciona agora para o diálogo e o reconhecimento da mensagem cristã – de amor e solidariedade – no seio das culturas indígenas. Tendo em vista esse contexto, a questão central da dissertação é a prática da inculturação da fé nas aldeias, através do entendimento de como o missionário se posiciona frente às novas discussões dentro da igreja. Para gtanto foi realizado um estudo de caso com os missionários da Equipe Maxakali – Regional Leste do CIMI através de trabalho de campo e de entrevistas sistemáticas.